Entrevista com o vampiro

Nas minhas atividades recentes, seja nas aulas que tenho ministrado ou até em entrevistas de seleção,  tenho conversado com muitos jovens profissionais.  Nestas sessões eu acabo compartilhando um pouco das minhas experiências até mesmo nos casos em que sou o entrevistador. Ao mesmo tempo escuto muitos sonhos, planos e idealizações de carreiras ainda iniciantes. Em vários casos é esperançoso e energizador ouvir tantos planos sendo formulados e sonhados. Por outro lado, eu sei que eles vão ter sérios problemas para lidar com a “vida real”. Nem tudo vai dar certo. Mas estão todos dispostos a tentar. Eu aproveito a energia, ajudo com os sonhos, compartilho algumas histórias, mas deixo o barco rolar, pois para eles muita coisa ainda vai dar certo.

Por conta disso, ao responder um colega que me perguntava o que eu andava fazendo de novidade, respondi de bate-pronto: “estou promovendo entrevistas com o vampiro”. Considerando a idade dos interlocutores, eu sempre faço o papel do vampiro nessas conversas (e olha que nem sou tão velho assim). Sugo um pouco das energias e planos de carreiras ainda começando, discorremos sobre possibilidades e seguimos em frente.

Essas conversas, e toda a energia de quem com certeza pensa que pode mudar tudo no mundo, me fazem lembrar de uma versão alterada da oração da serenidade, que nessa nova versão nada serena diz: “preciso de coragem para mudar o que me for possível, serenidade para aceitar o que não for possível mudar e sabedoria para NÃO distinguir umas das outras”.  Ou seja… vamos sempre tentar mudar tudo e não nos conformarmos com as impossibilidades.

Leave a Reply